O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, deu prazo de 24 horas para que a Meta apresente um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A determinação atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que quer verificar se a empresa cumpriu as medidas de segurança eleitoral apresentadas à Justiça.
Exigências do tribunal
O relatório deverá esclarecer se a plataforma identificou atividades coordenadas entre perfis, repetição organizada de publicações ou articulação entre contas e canais de diferentes redes. A Meta também precisará detalhar os critérios utilizados para diferenciar mobilizações legítimas de possíveis irregularidades, além de apresentar informações sobre o alcance das mensagens, o compartilhamento de conteúdos, a amplificação artificial e a contratação de publicidade.
Investigação ampliada
A apuração também envolve Google e X, que receberam prazo de 24 horas para informar se detectaram ações coordenadas relacionadas a termos de pesquisa e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro. A campanha de Flávio alegou ao TSE que o canal incentivou seguidores a buscar no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” e a promover hashtags no X. Janones, por sua vez, afirma que a publicação tinha formato de pergunta, sem apresentar o conteúdo como uma afirmação.
Decisões divergentes na corte
A controvérsia já provocou decisões distintas no tribunal. Em 11 de outubro, Nunes Marques ordenou a suspensão do canal, mas a medida foi reversível no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou o retorno da página ao ar. Uma avaliação técnica do TSE não encontrou informações falsas no material analisado.
Dois dias depois, Nunes Marques estabeleceu que a continuidade do canal dependeria de seu registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou o endereço à Corte, mas declarou que a medida foi tomada apenas para cumprir a ordem, sem assumir a gestão ou a responsabilidade pelo espaço. Naquela noite, a página voltou a ficar indisponível e foi restabelecida no dia seguinte, após nova decisão do ministro.
Fonte: Metro1