O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas, desrespeitando uma determinação da Justiça que proibia sua saída do território nacional e exigia a entrega de seus passaportes. A viagem aconteceu após o parlamentar ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial.
Articulações internacionais Investigações e relatos apontam que a fuga contou com suporte logístico externo. De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, o funcionário de comunicações da Casa Branca Jason Miller teria organizado o jato utilizado por Flávio, após Eduardo Bolsonaro entrar em contato com ele.
Encontro em solo americano Já nos Estados Unidos, o senador se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e com o ex-deputado Alexandre Ramagem. Em uma carta divulgada nas redes sociais, Flávio chegou a se declarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois alterou a expressão para “líder do Brasil” e manteve os questionamentos sobre o resultado das eleições.
Posicionamento de Donald Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a declaração de Flávio, mas voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro. Nesta quinta-feira (29), Trump classificou a eleição como uma “vergonha”, afirmou que pretende conversar com Lula, mas evitou reconhecer diretamente o resultado que garantiu a reeleição do petista.
O cenário político nacional e internacional segue sob forte tensão diante dos desdobramentos jurídicos e diplomáticos provocados pela saída do parlamentar do país.
Fonte: Metro1




