O senador e postulante ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) esteve reunido nesta terça-feira (13) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para alinhar impressões sobre a corrida eleitoral. Segundo o candidato, o pai demonstrou contentamento com o desempenho das urnas e transmitiu orientações estratégicas voltadas para o confronto decisivo.
Orientações para a reta final e clima interno
Na primeira etapa das eleições presidenciais de 2026, Flávio liderou a apuração com 47,03% dos votos válidos, superando o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 45,16%. Ao detalhar a conversa mantida com o ex-chefe do Executivo, o senador pontuou o ânimo positivo do pai, mas preferiu resguardar os conselhos recebidos.
“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, afirmou.
Fim da proibição de visitas imposta pelo STF
A reaproximação presencial entre pai e filho só foi possível devido ao encerramento, no último domingo (11), de uma medida cautelar que durou 90 dias. A restrição havia sido fixada em 13 de julho pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o senador tornou pública uma carta assinada por Jair na qual se pedia engajamento em favor de sua então pré-candidatura. O episódio somou-se a tensões familiares anteriores, como declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais relatando desentendimentos com o enteado.
Embora tenha autorizado novamente o contato familiar a 12 dias do segundo turno, Moraes manteve a advertência formal que veda qualquer conversa de “finalidade político-eleitoral”. Flávio, contudo, fez duras críticas ao posicionamento adotado pelo magistrado ao longo dos últimos três meses.
“São mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, nenhum amparo legal. Na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República e separar o pai de um filho, o que eu acho que é o mais grave”, afirmou o candidato.
Com o término das restrições de contato, a campanha da coligação oposicionista entra nos últimos dias de mobilização buscando consolidar a vantagem obtida no primeiro turno em busca da Presidência da República.
Fonte: Metro1