O rastreamento de tumores e a avaliação da extensão de quadros oncológicos contam com o suporte de tecnologias de ponta para guiar condutas clínicas. Embora procedimentos convencionais sigam indispensáveis na rotina feminina, exames de corpo inteiro como o PET-CT têm papel decisivo quando é preciso verificar a evolução de lesões malignas em diferentes regiões anatômicas.
Diferenças entre o PET-CT e a mamografia de rotina
A incorporação de recursos modernos amplia o campo de visão das equipes médicas sem anular a eficácia de métodos já consolidados. A coordenadora médica do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Santa Isabel, Adelina Sanches, apontou que a mamografia permanece insubstituível na triagem inicial, mas ressaltou a função complementar do PET-Scan em situações mais complexas:
“A radiologia tem exames antigos, simples e muito precisos como por exemplo a mamografia para nós mulheres. Isso não mudou, continua sendo o melhor exame para rastreamento de câncer de mama apesar de termos, por exemplo, o PET CT como excelente exame para avaliar o corpo inteiro da mulher quando ela tem um tumor grave e quero ver se ele está localizado ou espalhado. Então, nem todo exame vai ser tão bom para avaliar o corpo inteiro”
Desmistificação e segurança nos procedimentos
Apesar de sua relevância clínica tanto na detecção quanto na conduta terapêutica de enfermidades, a área ainda lida com resistências infundadas por parte da população, frequentemente associadas ao vocabulário técnico utilizado.
A médica explicou a origem do termo e ponderou sobre os níveis de dosagem aplicados nos pacientes:
“Esse preâmbulo da Medicina Nuclear é muito importante. Passa por bastante preconceito, principalmente por conta do nome, que é ruim. Normalmente usamos substâncias radioativas que tem desordens no núcleo. Por isso que o nome vem de medicina nuclear, mas, diferente do que as pessoas estão acostumadas a fazer e ouvir com frequência que são os exames radiológicos, todo mundo vai ouvir falar mais de Raio-X, tomografia e ressonância. Nós usamos radiações para finalidade médica tanto para diagnóstico de doenças como para tratamento de doenças, mas, com uma radiação usualmente menor que na tomografia, por exemplo”
O esclarecimento sobre a segurança das doses e as particularidades de cada técnica favorece a adesão dos pacientes e consolida o diagnóstico por imagem como um dos principais aliados da medicina moderna.
Fonte: Metro1