A Meta, controladora de redes como Instagram, WhatsApp e Facebook, veio a público para rebater denúncias de favorecimento eleitoral e assegurar que seus algoritmos não operam sob diretrizes partidárias. O posicionamento ocorre após cobranças sobre oscilações na entrega de conteúdos e restrições aplicadas a campanhas durante a disputa presidencial de 2026.
Determinação judicial e sanção financeira do TSE
O cenário de questionamentos motivou uma ordem cautelar assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. A deliberação estabelece que a multinacional de tecnologia se abstenha de interferir no alcance e na distribuição de materiais políticos de qualquer candidato até o encerramento do segundo turno. Em caso de desobediência à decisão da Justiça Eleitoral, a multa diária estipulada é de R$ 500 mil.
Instabilidades técnicas e impacto na campanha petista
As suspeitas envolveram episódios recentes contra a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a suspensão de sua conta oficial em 23 de setembro. Além disso, a equipe de campanha calculou que 1,3 milhão de usuários foram impedidos de receber anúncios devido ao bloqueio da ferramenta de impulsionamento de posts regulares do feed do Instagram.
Como justificativa, a dona das plataformas atribuiu o problema a uma instabilidade mundial na contabilização de Reels, registrada no dia 7 de outubro e com duração estimada em cinco horas. Contudo, a restrição imposta à publicidade da chapa petista durou quase 24 horas e se manifestou dois dias depois da pane global informada.
Houve ainda polêmica em torno do uso da ferramenta Meta AI, que gerou imagens do senador Flávio Bolsonaro. Ambas as ocorrências foram classificadas pela empresa como “enganos” e “lacunas na proteção”.
Posicionamento oficial da empresa
Para rebater os apontamentos de seletividade algorítmica, a companhia afirmou que suas práticas e sistemas operam de maneira isonômica para todos os concorrentes:
“Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político. Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos”.
Fonte: Metro1