O Tesouro Nacional oficializou, nesta quarta-feira (28), a garantia do governo federal para um financiamento de R$ 7 bilhões voltado aos Correios. A decisão, oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU), faz parte da estratégia de reestruturação financeira planejada para a empresa pública até o final de 2027.
Condições do crédito bilionário Com essa chancela do governo, a União passa a responder pelo pagamento do débito caso a companhia postal venha a falhar na quitação dos valores. O arranjo financeiro foi estruturado por um grupo de instituições composto por Citibank, JP Morgan, Deutsche Bank e Banco ABC Brasil.
A operação financeira foi estabelecida com custo efetivo de 114,26% do CDI, indicador financeiro que caminha lado a lado com a taxa Selic. O contrato prevê um período de 15 anos para a quitação total, acompanhado por um intervalo de carência de 36 meses antes do início dos pagamentos de juros e da amortização do principal.
Crise financeira e plano de recuperação Essa injeção de recursos visa estancar a crise nas contas da empresa, que acumulou um resultado negativo de R$ 5,6 bilhões durante os primeiros seis meses de 2026. No ano anterior, em 2025, o prejuízo registrado havia alcançado o patamar de R$ 8,5 bilhões.
Para reverter esse cenário desfavorável, o planejamento estratégico da estatal contempla iniciativas como a implantação de um programa de desligamento voluntário (PDV), a modernização e automação dos processos logísticos, o encerramento de atividades em unidades deficitárias e o fortalecimento de alianças com o setor privado. A expectativa da cúpula diretiva é retomar a lucratividade até o encerramento de 2027.
Histórico de apoios financeiros anteriores Essa não é a primeira intervenção recente do Tesouro para socorrer a companhia de entregas. No mês de dezembro de 2025, o governo já havia concedido aval para outra operação de crédito, desta vez no valor de R$ 12 bilhões, viabilizada por meio de um pool formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.
Essa linha de crédito anterior teve como foco principal recompor o capital de giro da empresa, estabilizar a rede de entregas e colocar em dia obrigações financeiras pendentes.
Além das operações de crédito lastreadas pelo Tesouro, a gestão federal programou um repasse direto de R$ 6 bilhões em verbas públicas. A quantia já foi devidamente alocada dentro do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício de 2027.
Fonte: Metro1






