O Museu do Louvre, um dos pontos turísticos mais visitados do planeta, suspendeu as atividades nesta segunda-feira (19) na capital francesa. A interrupção no atendimento ao público decorre de uma greve organizada por estudantes, inserida em uma ampla onda de insatisfação popular que se espalhou pelo território francês.
Orientações aos turistas e remarcação
A administração do espaço cultural não divulgou uma data para a reabertura dos portões e recomendou que as pessoas com ingressos já emitidos verifiquem as plataformas digitais oficiais para reagendar o passeio.
Escalada de tensão e saldo de violência
O estopim para a mobilização popular foi a disparada no custo de vida, combinada com os planos de austeridade do governo para contenção de despesas públicas. No último sábado (17), cerca de 500 mil pessoas ocuparam as ruas em diversas cidades francesas.
Embora a maior parte dos cidadãos tenha se manifestado de maneira pacífica, segundo relatos oficiais, grupos radicais encapuzados promoveram quebra-quebra, invadindo edifícios públicos, saqueando comércios e incendiando estruturas. As forças de segurança reagiram com o uso de gás lacrimogêneo.
O saldo dos confrontos até o momento é dramático: mais de 2 mil indivíduos foram detidos, ao menos duas mortes foram confirmadas e dezenas de feridos graves foram contabilizados, incluindo dois manifestantes que sofreram amputação das mãos.
Crise política bate à porta do Palácio do Eliseu
A gravidade da situação ampliou o desgaste da gestão do presidente Emmanuel Macron, alvo de duras críticas pela suposta inércia diante da amplitude dos atos. O mandatário anunciou que promoverá uma rodada de conversas ao longo desta semana para avaliar as demandas dos manifestantes.
O momento político é delicado, já que o país se encontra a apenas seis meses do pleito que definirá a sucessão presidencial. Até o momento, as autoridades não têm previsão de quando a normalidade será restabelecida nas ruas da França.
Fonte: Metro1