Um levantamento conjunto realizado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil da Bahia apontou um déficit de 42,1% no número de coletivos programados para rodar em Salvador no domingo de segundo turno das eleições, em comparação com a grade horária tradicional de um dia de semana.
Diferença na escala operacional da garagem
O foco principal da averiguação policial foi a garagem 5, situada na Estrada de Pirajá, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana. De acordo com o documento oficial, a planilha matutina do domingo previa somente 73 ônibus nas ruas, enquanto a escala habitual para a segunda-feira seguinte estipulava 126 veículos.
A disparidade equivale a 53 veículos a menos à disposição dos passageiros. Com isso, o contingente em trânsito atingiu meros 57,9% do volume registrado em dias normais de trabalho. A fiscalização utilizou drones, cujas imagens aéreas registraram filas de coletivos parados no pátio da concessionária.
Impacto na votação e intervenção do STF
As queixas sobre a escassez de transporte começaram no início do dia e mobilizaram órgãos de controle e o Poder Judiciário. Em virtude das barreiras impostas à mobilidade da população, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou a extensão do prazo de votação até as 19h. Uma retificação posterior especificou que a ordem se aplicava estritamente às seções em que o encerramento das urnas ainda não havia sido concluído.
Vistorias do Procon reforçam cenário de escassez
O relatório das forças de segurança anexou, ainda, medições executadas pelo Procon-BA em outras garagens de transporte público soteropolitanas.
Por volta das 14h20, uma inspeção em Pirajá flagrou 78 coletivos prestando serviço e outros 48 retidos na garagem, o que representou uma redução de 38,1%. Pouco antes, às 13h05, agentes estiveram em outro estabelecimento na mesma via pública: do total referencial de 222 ônibus previstos para períodos úteis, somente 110 cumpriam seus itinerários — um corte expressivo de 50,5% no atendimento às linhas.
Fonte: Metro1