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Governo quer acabar com preenchimento manual da declaração do Imposto de Renda

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que meta é tornar a validação automática o padrão no país. Receita Federal estima que 60% dos contribuintes já usem o modelo pré-preenchido neste ano.
José Cruz/Agência Brasil

O pesadelo anual de juntar papéis e digitar dezenas de informações para a Receita Federal pode estar com os dias contados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (31) que o governo federal pretende avançar para um modelo de Imposto de Renda totalmente automatizado, onde os contribuintes não precisarão mais preencher a declaração manualmente.

A proposta da equipe econômica é criar um sistema integrado que reúna automaticamente todas as informações financeiras enviadas por empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições. Caberá ao cidadão apenas acessar a plataforma, conferir os dados e validar o envio.

💻 Fim da digitação e foco na validação

Durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, Durigan explicou que a ideia é ampliar o formato da declaração pré-preenchida, que já está disponível atualmente, até que ele se torne a regra padrão e obrigatória no futuro.

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“A gente não precisa mais declarar Imposto de Renda. Como a gente tem um país informatizado, as informações dos bancos, do plano de saúde, das empresas, isso tudo vai sendo colocado no sistema e a pessoa precisa validar simplesmente”, detalhou o ministro.

A mudança é vista pela pasta como um esforço essencial para reduzir a burocracia, modernizar o sistema tributário brasileiro e alinhar o país a um ambiente tecnológico mais focado na inovação e na facilidade para o cidadão.

📊 A realidade atual e os cuidados do contribuinte

Embora o modelo 100% automático seja o objetivo futuro, a transição já começou. A Receita Federal estima que, neste ano, cerca de 60% dos contribuintes brasileiros já utilizem a declaração pré-preenchida.

Nesse formato, grande parte do trabalho pesado é poupado, pois dados como rendimentos de salários, posse de bens, dívidas e deduções médicas são inseridos automaticamente no programa gerador da declaração.

Apesar de toda essa automatização e facilidade, o Fisco faz um alerta importante: a responsabilidade final pelas informações continua sendo do cidadão. O contribuinte deve conferir rigorosamente todos os números, valores e dados inseridos pelo sistema antes de clicar no botão de envio, pois qualquer inconsistência não corrigida pode levar direto para a malha fina.

Redação

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