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Ataxia de Friedreich: jovem passa por 36 médicos até receber diagnóstico da doença rara

A ataxia de Friedreich (AF) é uma doença neurodegenerativa rara e hereditária que afeta a coordenação motora, comprometendo progressivamente a mobilidade dos pacientes. Estima-se que cerca de 15 mil pessoas no mundo convivam com a condição, sendo aproximadamente 700 no Brasil. Um desses casos é o do jovem Renan Treglia, de 24 anos, que enfrentou um longo caminho até obter seu diagnóstico.

O desafio do diagnóstico tardio

Renan começou a apresentar sintomas ainda na infância, como desequilíbrio e quedas frequentes. Com o tempo, as dificuldades motoras se intensificaram, prejudicando atividades cotidianas simples. Apesar das evidências, a identificação da doença foi um processo longo e desgastante: foram necessárias consultas com 36 médicos até que, em 2020, ele finalmente fosse diagnosticado com AF.

Essa dificuldade no diagnóstico é comum entre pacientes com doenças raras, especialmente aquelas de origem genética. Como os sintomas podem ser confundidos com outras condições neurológicas, muitas pessoas passam anos buscando respostas.

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Sintomas e impacto da AF

A ataxia de Friedreich é caracterizada pela perda progressiva da coordenação motora, afetando a marcha e os movimentos dos membros. Além disso, a doença pode causar:

  • Fraqueza muscular;
  • Problemas de fala (disartria);
  • Perda de sensibilidade nos membros;
  • Deformidades ósseas e problemas cardíacos.

Com o tempo, a mobilidade do paciente fica severamente comprometida, sendo comum a necessidade de cadeiras de rodas. A expectativa de vida também pode ser reduzida, principalmente devido a complicações cardíacas associadas à doença.

Avanços no tratamento: uma esperança para os pacientes

Atualmente, não há cura para a ataxia de Friedreich, mas avanços recentes trazem esperança. Em 2024, a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, aprovou o uso do medicamento omaveloxolona, que pode ajudar a reduzir os danos oxidativos causados pela doença e retardar sua progressão.

No entanto, a disponibilidade do tratamento no Brasil ainda é incerta. Pacientes como Renan precisam lidar não apenas com os desafios da doença, mas também com a burocracia e a dificuldade de acesso a medicamentos especializados.

O caminho da conscientização

Casos como o de Renan destacam a importância de divulgar informação sobre doenças raras. O diagnóstico precoce é fundamental para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes, permitindo a adoção de medidas terapêuticas e de suporte adequadas.

Com mais conhecimento e investimentos na pesquisa, o futuro pode ser mais promissor para aqueles que enfrentam a ataxia de Friedreich e outras doenças raras.

Fonte: Correio 24 horas

Redação

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