O presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo e confirmou, nesta terça-feira (31), que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, repetirá a dobradinha na chapa que disputará a reeleição em outubro deste ano.
A declaração oficial ocorreu durante uma grande reunião ministerial no Palácio do Planalto. O encontro serviu como um balanço de gestão, mas também marcou o início oficial da “dança das cadeiras” no governo federal, selando a saída de pelo menos 14 ministros que vão concorrer a cargos eletivos no Legislativo e no Executivo.
⏳ Prazo eleitoral e o afastamento de Alckmin
Para cumprir a legislação eleitoral brasileira, os ocupantes de cargos no Poder Executivo que desejam disputar as eleições precisam deixar suas funções até o dia 4 de abril. A medida é uma exigência legal para evitar o uso da máquina pública em benefício das campanhas.
Com a regra em vigor, Geraldo Alckmin, que atualmente também acumula o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, precisará se afastar da pasta.
“Ele vai ter que deixar porque será candidato a vice-presidente da República outra vez” — cravou o presidente Lula durante a reunião.
🔄 Mais mudanças e a estratégia do governo
O Palácio do Planalto prevê que o número de baixas na Esplanada dos Ministérios possa aumentar nos próximos dias, já que mais quatro ministros sinalizaram o desejo de sair.
Para minimizar os impactos na gestão diária do país e garantir que as entregas não parem, a estratégia do governo é manter a continuidade administrativa. A orientação é que a substituição dos ministros que estão de saída seja feita, em sua maioria, pela promoção dos atuais secretários-executivos (os “números dois” de cada pasta) para o cargo de titular.
Redação