O combate aos chamados “supersalários” será prioridade em um eventual quarto governo Lula, conforme afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (15). A declaração ocorreu em Salvador, a dez dias do segundo turno, durante um evento voltado para empresários baianos, onde a medida foi apontada como essencial para o controle das contas públicas e para a realização de um novo ajuste fiscal.
Reforma tributária e críticas ao sistema
Na ocasião, Alckmin defendeu a simplificação na cobrança de impostos no país e classificou o modelo atual como “manicômio tributário”. Além disso, o vice-presidente comentou sobre o encerramento da jornada de trabalho na escala 6×1.
Posicionamento sobre o ajuste fiscal
O representante do governo federal esclareceu que o Palácio do Planalto reconhece a importância de equilibrar as despesas públicas, mas rejeita que as medidas de austeridade afetem as camadas de menor renda da sociedade. “Olha, ajuste fiscal nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, esclareceu. Em seguida, completou: “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de R$300 mil, de R$400 mil, de desperdício”, destacou.
A fala surge como um contraponto às propostas de corte de gastos defendidas pela campanha adversária de Flávio Bolsonaro (PL). Para a chapa governista, a estratégia econômica deve focar no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e na criação de vagas de trabalho, combinando cortes direcionados e reformas fiscais para impulsionar os investimentos e as vendas externas.
Fonte: Metro1