O Ministério da Justiça está à espera da documentação necessária para formalizar o pedido de extradição da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem inclui prisão definitiva, perda do mandato parlamentar e cumprimento da pena em território brasileiro.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão, pagamento de R$ 2 milhões em multas e cassação do mandato por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Seu recurso foi negado por unanimidade pela Primeira Turma da Corte.
Para que a extradição seja efetivada, o Ministério da Justiça precisa acionar oficialmente o Itamaraty, que encaminhará o pedido à chancelaria italiana. A deputada deixou o Brasil rumo à Europa no dia 3 de junho. No dia seguinte, teve o passaporte suspenso e passou a figurar na lista de foragidos internacionais por ordem de Moraes.
A Polícia Federal confirmou que Carla Zambelli desembarcou em Roma no dia 5, mas não foi presa, já que seu nome ainda não constava na difusão vermelha da Interpol naquele momento. A inclusão no sistema internacional só ocorreu horas depois, quando ela já havia deixado o aeroporto. Até o domingo (8), seu paradeiro ainda era desconhecido.
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